Roberto Minczuk

Roberto Minczuk

ntes de se tornar regente titular da Orquestra Sinfônica Brasileira, a primeira apresentação de Roberto Minczuk com a OSB aconteceu aos 14 anos de idade, substituindo o primeiro trompa, Zdenek Svab. Nos últimos anos, sua atuação à frente da orquestra rendeu-lhe vários prêmios, como a Medalha Pedro Ernesto e os prêmios Bravo de Cultura e Carioca do Ano.

Minczuk é também o diretor artístico e regente titular da Filarmônica de Calgary, no Canadá. Ocupou os postos de diretor artístico adjunto e regente associado da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, regente titular da Sinfônica de Ribeirão Preto e da Sinfônica da Universidade de Brasília. Foi diretor artístico do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão durante seis anos.

Já regeu mais de oitenta orquestras em quatro continentes. Dentre elas, destacam-se as filarmônicas de Nova Iorque, Los Angeles e Israel; orquestras da Filadélfia, Cleveland e Minnesota; sinfônicas de San Francisco, St. Louis, Atlanta, Baltimore, Montreal, Toronto e Ottawa, dentre outras. Na Europa, regeu as sinfônicas da BBC de Londres, BBC de Cardiff e BBC Escocesa; as filarmônicas de Londres, Royal Liverpool, Oslo, Hallé, Rotterdam, Bergen, Helsinki e das Rádios Holandesa e Nacional da Irlanda; as orquestras nacionais da França, Lyon, Bélgica, Lille, Royal National Scottish e a Sinfônica da Barcelona. Participou de uma bem-sucedida turnê com a Filarmônica de Londres nos Estados Unidos e regeu as últimas produções de Os Sete Pecados Capitais e O Vôo de Lindbergh da Ópera de Lyon na França e no Festival Internacional de Edinburgh. Na Ásia, regeu a Filarmônica de Tóquio em 2009 num programa inédito em todo o mundo, que incluiu o ciclo completo das Bachianas Brasileiras num único programa e a Yomiuri Symphony em 2010. Na última temporada, estreou frente à Orquestra de Bilbao, sinfônicas de Birmingham, Bournemouth e de Odense, além de retornar às sinfônicas de Dallas, Orquestra de Câmara da Filadélfia, BBC de Cardiff e Nacional da Bélgica. Em 2012 voltou a reger as sinfônicas de Atlanta, BBC de Cardiff e Nacional da Irlanda e fará sua estreia na abertura do Festival de Chautauqua.

Estreou nos Estados Unidos regendo a Filarmônica de Nova Iorque em 1998 e, em 2002, foi convidado a assumir o posto de regente associado, cargo pela última vez ocupado por Leonard Bernstein. Dentre os prêmios que recebeu nos últimos anos estão o Martin Segall, o Grammy Latino de Melhor Álbum Clássico com o CD Jobim Sinfônico, um projeto concebido por Mário Adnet e Paulo Jobim, o Emmy, o Prêmio Carlos Gomes, o APCA como Melhor Regente e o Prêmio TIM, estes últimos em 2006. Em 2010, recebeu a Ordem do Ipiranga do Governo do Estado de São Paulo. Foi retratado no curta-metragem Introitus, produzido pela Amythos Films e veiculado no canal Bravo, no Canadá.

Com a Filarmônica de Londres, gravou pela Naxos obras de Ravel, Piazzolla, Martin e Tomasi; com a Osesp, pelo selo BIS, sete CDs que incluem a integral das Bachianas Brasileiras, Danças Brasileiras e Beethoven. As gravações das Bachianas foram consideradas pela revista Gramophone em sua edição de fevereiro de 2012 como as melhores realizadas até aquela data. Gravou também quatro CDs com a Orquestra Acadêmica do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, com obras de Dvorák, Mussorgsky, Tchaikovsky, dentre outros. Com a Orquestra Sinfônica Brasileira, gravou um CD com obras do Pe. José Maurício Nunes Garcia, pelo selo Biscoito Fino. Com a Filarmônica de Calgary, lançou o primeiro CD do ciclo das sinfonias de Beethoven e um ao vivo, com obras de Gershwin, pelo selo da orquestra. Em 2009, assinou a Coleção Clássicos da Editora Abril, com quarenta e dois volumes. Em 2010, a revista BBC Music incluiu sua gravação do Capricho Italiano de Tchaikovsky com a BBC de Cardiff na edição de junho. Em 2011 gravou um CD com a Sinfônica de Odense pelo selo Bridge Records que aparece como uma das Gramophone Choice na edição de abril de 2012.

Integra os conselhos artísticos da Lyric Chamber Music Society de Nova York e da Youth Orchestra of Americas, é o Conselheiro Artístico da YOA Canadá.

Roberto Minczuk começou sua carreira como um prodígio da trompa e já com dezesseis anos de idade ocupava o posto de Trompista Solista da Sinfônica Municipal de São Paulo. Durante o período em que estudou na Juilliard School, apresentou-se como solista da Sinfônica Juvenil de Nova Iorque no Carnegie Hall e da Filarmônica de Nova Iorque na série Young People’s Concerts.

Após sua graduação da Juilliard em 1987, Minczuk se tornou membro da Orquestra Gewandhaus de Leipzig, a convite do Maestro Kurt Masur. Retornando ao Brasil em 1989, continuou a estudar regência com Eleazar de Carvalho e John Neschling. Ganhou prêmios também como trompista, dentre eles o Moinho Santista Juventude em 1991 e o I Prêmio Eldorado de Música.

Roberto Minczuk é casado com Valéria Minczuk e tem quatro filhos: Natalie, Rebecca, Joshua e Julia.



 


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